I
A linha da paixão é tênui como uma lâmina
Que separa sutilmente a felicidade da ilusão
E assim como o aço que fere... separa
Ela é um punhal afiado bem no meio do sentimento
Quando o seu golpe vem do lado certo encontra-se a felicidade
Qunado vem do outro lado
Sangra-se amargamente.
[...]
II
A paixão é um tênui fio estendido entre o coração e a ilusão
Para que lado vai romper?
De tão leve que ninguém sabe...
Apenas equilibrar nesse tênui fio do destino.
[...]
III
Estou numa encruzilhada?
A paixão é uma ejaculação precoce
O amor é algo gostoso bem mais demorado.
[...]
IV
(à maneira de Drummond)
No meio do caminho tinha um fio
Tinha um tênui fio no meio do caminho
Eu só não sabia que esse seria o meu caminho
Me equilibrar num fio tão tênui
Nunca me esquecerei desse acontecimento
No meu coração de emoções tão calejadas
Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha um fio
Tinha um tênui fio no meio do caminho.
E sei que tenho que ver nos extremos:
De um lado a emoção no coração
Do outro a ilusão da paixão.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
domingo, 11 de janeiro de 2009
Metade
Que a força do medo que tenho, Não me impeça de ver o que anseio. Que a morte de tudo em que acredito, Não me tape os ouvidos e a boca. Porque metade de mim é o que eu grito, Mas a outra metade é silêncio. Que a música que ouço ao longe, Seja linda ainda que tristeza. Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada, Mesmo que distante, Porque metade de mim é partida, Mas a outra metade é saudade. Que as palavras que eu falo Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor, Apenas respeitadas, Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos. Porque metade de mim é o que ouço, Mas a outra metade é o que calo. Que essa minha vontade de ir embora, Se transforme na calma e na paz que eu mereço. Que essa tensão que me corrói por dentro, Seja um dia recompensada. Porque metade de mim é o que eu penso e a outra metade é um vulcão. Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável. Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso, Que eu me lembro ter dado na infância. Por que metade de mim é a lembrança do que fui, Mas a outra metade eu não sei.Que não seja preciso mais do que uma simples alegria, Pra me fazer aquietar o espírito. E que o teu silêncio me fale cada vez mais, Porque metade de mim é abrigo, Mas a outra metade é cansaço. Que a arte nos aponte uma resposta, Mesmo que ela não saiba. E que ninguém a tente complicar, Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer. Porque metade de mim é a platéia, A outra metade é a canção. E que a minha loucura seja perdoada. Porque metade de mim é amor... E a outra metade também.
Osvaldo Montenegro
Osvaldo Montenegro
Lugares Proibidos
Eu gosto do claro quando é claro que você me ama
Eu gosto do escuro no escuro com você na cama
Eu gosto do não se você diz não viver sem mim
Eu gosto de tudo, tudo que traz você aqui
Eu gosto do nada. nada que te leve pra longe
Eu amo a demora sempre que o nosso beijo é longo
Adoro a pressa quando sinto sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Gosto de fazer amor fora de hora
Lugares proibidos com você na estrada
Adoro surpresas sem data
Eu gosto da falta quando falta mais juízo em nós
E de telefone, se do outro lado é a sua voz
Adoro a pressa quando sinto sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Helena Elis
Eu gosto do escuro no escuro com você na cama
Eu gosto do não se você diz não viver sem mim
Eu gosto de tudo, tudo que traz você aqui
Eu gosto do nada. nada que te leve pra longe
Eu amo a demora sempre que o nosso beijo é longo
Adoro a pressa quando sinto sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Gosto de fazer amor fora de hora
Lugares proibidos com você na estrada
Adoro surpresas sem data
Eu gosto da falta quando falta mais juízo em nós
E de telefone, se do outro lado é a sua voz
Adoro a pressa quando sinto sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Helena Elis
Do Amoroso Esquecimento
Eu, agora - que desfecho! - ,
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembra que te esqueci?
Mário Quintana
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembra que te esqueci?
Mário Quintana
O Poema
O Poema é uma pedra no abismo,
O eco do poema desloca os perfis:
Para o bem das águas e das almas
Assassinemos o poeta.
Mário Quintana
O eco do poema desloca os perfis:
Para o bem das águas e das almas
Assassinemos o poeta.
Mário Quintana
Coisa Tua
Assim que vi você
logo vi que ia dar coisa
coisa feita pra durar,
batendo duro no peito
até eu acabar virando
alguma coisa
parecida com você
Parecia ter saaído
de alguma lembrança antiga
que nunca tinha vivido,
mas ia viver um dia
Alguma coisa perdida
que eu nunca tinha tido
alguma voz amiga
esqucida no meu ouvido
Agora não tem mais jeito,
carrego você no peito
poema na camiseta
com a tua assinatura
já nem sei se é você mesmo
ou se sou eu que virei
alguma coisa tua.
Waltel Branco & Alice Ruiz
logo vi que ia dar coisa
coisa feita pra durar,
batendo duro no peito
até eu acabar virando
alguma coisa
parecida com você
Parecia ter saaído
de alguma lembrança antiga
que nunca tinha vivido,
mas ia viver um dia
Alguma coisa perdida
que eu nunca tinha tido
alguma voz amiga
esqucida no meu ouvido
Agora não tem mais jeito,
carrego você no peito
poema na camiseta
com a tua assinatura
já nem sei se é você mesmo
ou se sou eu que virei
alguma coisa tua.
Waltel Branco & Alice Ruiz
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