quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

XIX [A Rua dos Cataventos]

Minha morte nasceu quando eu nasci.
Despertou, balbuciou, cresceu comigo...
E dançamos de roda ao luar amigo
Na pequena rua em que vivi.

Jà não tem mais aquele jeito antigo
De rir e que, ai de mim, também perdi!
Mas inda agora a estou sentindo aqui,
Grave e boa, a escutar o que lhe digo:

Tu és a minha doce Prometida,
Nem sei quando serão as nossas bodas,
Se hoje mesmo... ou no fim da longa vida...

E as horas lá se vão, loucas ou tristes...
Mas é tão bom, em meio às horas todas,
Pensar em ti, saber que tu existes!

Mário Quintana

Um comentário:

Fernanda Carolina disse...

Sem palavras, esse é o gênio.
Adoro demais...
gostei de saber que você tem um gosto parecido com o meu... pode deixa que vou tá sempre aqui
beijão!